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Como usar passkeys para proteger contas sem precisar de senha

Entenda o que são as chaves de acesso, por que elas eliminam golpes de phishing e como ativar a tecnologia nos seus aparelhos.

O que são passkeys e como funcionam

As passkeys (ou chaves de acesso) foram criadas para substituir as senhas tradicionais por um método mais seguro e prático. Em vez de memorizar sequências de letras, números e símbolos, você entra em sites e aplicativos usando o mesmo desbloqueio do seu celular ou computador: impressão digital, reconhecimento facial ou o PIN de tela. Por baixo dos panos, o sistema funciona com criptografia de chave pública, baseada nas especificações da FIDO Alliance(https://fidoalliance.org/) e no padrão WebAuthn do W3C(https://www.w3.org/TR/webauthn2/). A tecnologia opera em duas partes: Chave privada: fica guardada com segurança dentro do seu dispositivo (no chip de segurança do aparelho) e nunca é compartilhada com ninguém. Chave pública: fica salva no servidor do site ou aplicativo em que você se cadastrou. Quando você faz login, o servidor envia um desafio matemático temporário. Seu aparelho assina esse desafio usando a chave privada — liberada apenas após a confirmação biométrica — e envia a resposta de volta. O servidor confere a assinatura com a chave pública e libera seu acesso, sem que nenhuma senha tenha trafegado pela rede. O suporte em larga escala começou em 5 de maio de 2022, quando Apple, Google e Microsoft anunciaram uma parceria formal com a FIDO Alliance para padronizar o login sem senha em todos os sistemas operacionais. A Apple liberou o recurso para o público geral em setembro de 2022 com o iOS 16 e o macOS Ventura, enquanto o Google disponibilizou passkeys para todas as Contas Google em 3 de maio de 2023.

Por que a passkey é imune a vazamentos e phishing

A troca de senhas por chaves criptográficas resolve os dois maiores problemas de segurança da internet: vazamento de bancos de dados e golpes de engenharia social. 1. Proteção contra invasão de servidores: Se um serviço sofrer uma invasão e o banco de dados vazar, os invasores terão acesso somente às chaves públicas. Como a chave pública não serve para fazer login sem a chave privada que está no seu bolso, suas credenciais continuam intactas. 2. Defesa nativa contra páginas falsas (phishing): Quando você clica em um link fraudulento que simula o site de um banco ou rede social, o navegador detecta o endereço real da página. Como a chave de acesso é vinculada matematicamente ao domínio legítimo (por exemplo, google.com), o sistema operacional se recusa a responder a solicitações vindas de um endereço diferente (como googleloginfalso.com). O golpe simplesmente não se completa, pois não existe senha para você digitar nem código temporário para entregar ao golpista.

Passo a passo para ativar sua primeira chave de acesso

A maioria dos grandes serviços — incluindo Google, Apple, Microsoft, Amazon e WhatsApp — já oferece suporte nativo às chaves de acesso. A configuração costuma levar menos de dois minutos: 1. Acesse as opções de segurança da conta: Entre no perfil do serviço desejado pelo navegador do computador ou pelo aplicativo no celular. 2. Localize a opção de login: Vá na seção de segurança e procure por "Chaves de acesso", "Passkeys" ou "Entrar com biometria". 3. Crie a chave: Clique no botão de criação. O sistema operacional exibirá uma janela nativa pedindo sua permissão. 4. Confirme a identidade: Encoste o dedo no leitor de digital, olhe para a câmera (Face ID) ou digite o PIN do próprio sistema operacional. Pronto. Nos próximos acessos, o site deixará de pedir senha e solicitará apenas a confirmação biométrica no dispositivo.

O que acontece se você perder o celular ou usar outro computador?

Uma dúvida comum é o medo de perder o acesso às contas caso o aparelho quebre, seja roubado ou trocado por um modelo novo. Existem soluções padronizadas para cada caso: Sincronização em nuvem: Suas chaves de acesso são salvas de forma criptografada de ponta a ponta no gerenciador da sua conta principal — como as Chaves do iCloud (Apple) ou o Gerenciador de Senhas do Google. Ao configurar um aparelho novo e entrar na sua conta com os métodos de recuperação oficiais, todas as chaves são restauradas automaticamente. Acesso em computadores públicos ou de terceiros: Se você precisar entrar em uma conta em um computador que não é seu, o site exibirá um código QR na tela. Basta apontar a câmera do seu celular para o monitor. Os aparelhos confirmam a proximidade física via Bluetooth, você autentica com a digital no celular e o computador libera o login, sem deixar nenhum arquivo ou senha gravada naquela máquina. Gerenciadores multiplataforma: Quem alterna constantemente entre Windows, Android, Mac e Linux pode guardar passkeys em gerenciadores dedicados (como Bitwarden e 1Password), que sincronizam as chaves entre ecossistemas diferentes com a mesma camada de segurança. Se fizer sentido para este caso, o gerador de senhas(https://internetdozero.com/tools/geradordesenhas) é uma opção prática — direto no navegador.

Plano de transição simples para o seu dia a dia

Você não precisa mudar todos os seus cadastros de uma só vez. A transição pode ser feita no seu próprio ritmo: Comece pela sua conta de email principal, já que ela funciona como chavemestra para redefinir acessos em outros serviços. Ative a passkey nos aplicativos de mensagens e redes sociais que já disponibilizam a tecnologia nas configurações de conta. Mantenha seus números de telefone e emails de recuperação atualizados na conta da Apple ou do Google, garantindo que você consiga restaurar seus dados em um novo telefone sem contratempos. Ao adotar chaves de acesso onde o recurso já existe, você reduz a quantidade de senhas para gerenciar e fecha a porta para a maioria dos golpes virtuais comuns.

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